Princípio Estoico #2: Viva pela Virtude

Alcançar a “virtude” é o bem mais elevado.

O que os estoicos denotavam como “virtude” era sobressair ou florescer em termos de nossa natureza humana racional. Basicamente, quando você vive de acordo com a virtude, você está vivendo a Boa Vida. Essa excelência humana se dá em diferentes formas de virtude destacada nas quatro virtudes cardeais:

  • Sabedoria prática: a habilidade de navegar situações complexas de forma lógica, informada e calma;
  • Autodisciplina ou Temperança: o exercício de autorrestrição e moderação em todos os aspectos da vida;
  • Justiça: tratar outros justamente mesmo quando fazem algo errado;
  • e Coragem: não só em circunstâncias extraordinárias, mas ao encararmos desafios diários com claridade e integridade.

Quando agimos de acordo com essas virtudes, caminhamos para a Boa Vida. No sentido estoico, você só pode ser virtuoso se praticar todas as virtudes. A virtude é um pacote tudo-ou-nada e somente um Sábio as têm completamente. É importante entender que o conceito “sábio” para os filósofos antigos é um ideal a ser atingido, e não alguém real. Segundo Sêneca o sábio se equivale aos deuses, com a única distinção do sábio ser humano e mortal.

Para os estóicos, é indiscutível que a virtude deva ser sua própria recompensa. Você faz algo porque é a coisa certa a fazer. Você age virtuosamente por sua própria causa.  Às vezes, agir de acordo com a virtude traz benefícios adicionais,  no entanto, esses benefícios devem ser interpretados como “bônus adicional” e não podem ser o principal motivo da ação.

(Imagem: Escolha de Hercules entre a Virtude e Vício por Pelagio Pelagi)

 


Princípios Estoicos:

2 respostas para “Princípio Estoico #2: Viva pela Virtude”

    1. Prezado Samuel,

      Os estoicos acreditavam que a Virtude é sua recompensa, benefícios adicionais consequentes devem ser interpretados como “bônus adicional”

      Veja que ao praticar Autodisciplina muito provavelmente teremos benefícios de saúde e financeiros. A justiça nos trará melhor relacionamentos e tranquilidade…

      Mas não é sempre assim. Sêneca foi condenado ao exílio pelo imperador Cláudio e posteriormente condenado a cometer suicídio por Nero. As virtudes de Justiça e Coragem trouxeram-lhe problemas, mas para o estoico são apenas “indiferentes despreferidos“. Veja o princípio #4:

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